AUTISMO

Tratamento

Cada criança ou adulto com transtorno do espectro autista (TEA) tem características e desafios únicos. Por isso, não existe um protocolo de tratamento que atenda a todos os casos.

O plano de intervenção deve ser elaborado individualmente para abordar as necessidades específicas de cada indivíduo.

Os objetivos principais das terapias são: minimizar os sintomas e comportamentos inadequados, estimular o desenvolvimento cognitivo e cultivar habilidades.

As intervenções devem cultivar a independência da criança e sua participação na sociedade.

Os maiores benefícios do tratamento são alcançados quando ele é iniciado precocemente, antes dos três anos de idade. Por isso, ficar atento aos sinais de alerta e fazer o diagnóstico rapidamente é extremamente importante.

TRATAMENTO TEA

ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO

A maioria dos modelos de tratamento e intervenção baseados em evidências científicas seguem os princípios do ABA (Applied Behavior Analysis), uma ciência voltada para a compreensão e aprimoramento do comportamento humano.

As intervenções ABA são realizadas de forma individualizada e intensiva, focando nos comportamentos alvo por meio do reforço das habilidades não alcançadas, geralmente associadas à linguagem e comportamentos inadequados.

As crianças com TEA apresentam atraso de linguagem e dificuldades de comunicação não verbal (como o uso de gestos e contato visual). Além disso, têm dificuldade na compreensão da linguagem dentro do contexto de uma conversa, por exemplo, o que dificulta as interações sociais.

A terapia fonoaudiológica promove o desenvolvimento dessas habilidades, melhorando a comunicação e a socialização da criança. Isso é feito por meio de brincadeiras ou abordagens que ensinam formas de comunicação não verbais, como o PECS (Picture exchange communication system).

Outros aspectos tratados nessas sessões, quando necessário, são as dificuldades alimentares características do TEA, associadas à aceitação de diferentes texturas de alimentos.

Crianças com TEA muitas vezes apresentam dificuldades motoras que comprometem o autocuidado, o desenvolvimento da escrita e até mesmo as brincadeiras. A terapia ocupacional (TO) identifica e aborda esses desafios, ajuda na organização das rotinas, realiza adaptações e orienta as modificações no ambiente.

As principais áreas trabalhadas nos atendimentos de TO são:

  • autocuidado (independência na alimentação, uso do toalete, higiene pessoal e vestuário);
  • qualidade do sono e rotina da hora de deitar;
  • atividades domésticas (arrumar a cama, guardar os brinquedos, ajudar nas compras e no preparo das refeições);
  • adaptação e rotinas da escola;
  • modulação sensorial (capacidade de regular e organizar os estímulos sensoriais de forma graduada e adaptativa);
  • coordenação motora;
  • interação social.

Uma das estratégias para a abordagem das dificuldades motoras e sensoriais no TEA é a Integração sensorial de Ayres (ASI). Ela se baseia na identificação das dificuldades específicas da criança em seu dia a dia e sua relação com o processamento sensorial. Essa terapia tem como objetivo ajudar pessoas com dificuldades de modular, regular, discriminar, coordenar e/ou organizar as sensações de forma adequada. A criança participa ativamente das intervenções, que são modificadas e ajustadas conforme a necessidade.

O TEA está frequentemente associado a alterações psiquiátricas como:

  • transtorno da ansiedade;
  • transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
  • transtorno disruptivo (agressividade, auto-agressão);
  • transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

A abordagem desses problemas é feita por meio da terapia cognitivo-comportamental.

A psicóloga também é responsável pelo apoio à família e pelo treinamento dos pais e cuidadores para atuarem como co-terapeutas.

Programas educacionais para crianças com TEA devem ser individualizados e promover o desenvolvimento de habilidades sociais, acadêmicas, adaptativas e de linguagem. O objetivo é aumentar as chances de um acesso futuro à educação superior e ao mercado de trabalho.

Existem alguns modelos de intervenção, utilizados conforme a idade e a necessidade da criança, como:

  • LEAP (Learning alternative programs for preschoolers and their parents);
  • TEACCH (Structured teaching).

Paralelamente, os educadores devem ser preparados para lidar com uma criança com TEA.

A participação dos pais e cuidadores no tratamento do TEA é fundamental. Porém, muitas famílias têm dificuldade em aceitar o diagnóstico e a negação atrasa a busca por ajuda e o início do tratamento, piorando o prognóstico.

O apoio às famílias e o treinamento dos pais são parte importante do processo. As intervenções mediadas pelos pais, baseadas nas abordagens do ABA, trazem benefícios enormes para as crianças.

Acompanhe a evolução
do seu filho

O ATEC (Checklist de avaliação de tratamento para autismo)
é uma ferramenta usada para acompanhar as mudanças nos sintomas
apresentados pelos indivíduos com TEA e verificar a eficácia das intervenções.

O questionário é dividido em quatro partes que avaliam:
fala, linguagem, comunicação, sociabilidade,
sensibilidade sensorial e cognitiva, saúde e comportamento.

Preencha o ATEC a cada 3 meses para acompanhar a evolução do seu filho.

NOSSOS ESPECIALISTAS

Aqui você encontra os especialistas que fazem parte do projeto do Núcleo Prover.

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A intervenção precoce é muito importante.