O papel da família/escola no tratamento para autismo

O papel da família/escola no tratamento para autismo

O autismo é uma condição que exige cuidados constantes de diferentes áreas da medicina. Afinal, ele é capaz de limitar, e muito, as capacidades sociais, lógicas e cognitivas de uma criança.

Sendo assim, é natural que o pequeno precise de psicólogos, neuropediatras e terapeutas ocupacionais para se desenvolver melhor e, com o tempo, adquirir independência e qualidade de vida.

Porém, os cuidados com relação a esse transtorno não se limitam aos consultórios e sessões de terapia. É preciso instigar e estimular a criança constantemente, só que da forma certa. Assim, os resultados são muito mais rápidos e até mesmo consistentes.

Pensando nisso, resolvemos dedicar nosso bate-papo de hoje a uma dúvida muito comum: qual é o papel da família e da escola no tratamento para autismo? O que você pode fazer, daí da sua casa, ou enquanto educador, para tornar esse processo ainda mais eficaz?

Bem, basta continuar conosco para saber!

1 – Eduque-se!

O primeiro e mais importante passo, tanto para os pais quanto para os educadores, é se informar bastante sobre o autismo. Procure por cursos, palestras, livros, profissionais da área de saúde, filmes, debates, artigos científicos etc. Assim, pode apostar que será mais fácil entender o que uma criança com esse tipo de transtorno passa e sente, e saber como proceder e interagir com ela.

Acredite: a melhor forma de educar, criar e cuidar de um pequeno autista é entendendo o transtorno e suas brechas/limitações.

2 – Mantenha a qualidade de vida e a dedicação de toda a família

Não só no caso do autismo, mas sim em qualquer outro tipo de transtorno, a base familiar precisa ser sólida e saudável para não gerar mais ansiedade e estresse ao pequeno.

Além disso, muitas pessoas se esquecem de que, para cuidar do outro, é preciso cuidar de si mesmo. Do contrário, nenhuma das partes conseguirá alcançar seus objetivos. Sendo assim, certifique-se de que a saúde emocional dos responsáveis pela criança esteja sendo monitorada de perto (ainda mais porque receber a notícia de que seu filho tem o diagnóstico de autismo e que, de agora em diante você precisará lidar com essa condição para sempre, não é nada fácil).

Por fim, vale ressaltar que todos os membros da família devem estar alinhados com relação ao tratamento da criança, reproduzindo todas as orientações da equipe profissional dentro de casa, já que o autismo está muito ligado ao comportamento e à dinâmica diária do paciente.

A dica é: estudem bastante sobre o assunto, compareçam às consultas, façam reuniões semanais para compartilharem seus medos e aprendizados com os demais e, mais importante, apoiem-se durante o processo.

3 – Adapte-se

Esse tópico também vale para os pais e educadores do pequeno. Por enxergar e lidar com o mundo de uma forma diferente de nós, a criança com esse tipo de transtorno precisa de ferramentas e dinâmicas para desenvolver suas capacidades neurais e motoras.

No caso das escolas, invistam em cursos de capacitação para os professores e em materiais pedagógicos que favorecem e até mesmo potencializam o aprendizado da criança. Além disso, pesquisem por atividades que estimulem o paciente a explorar o mundo, suas texturas e se comunicar com o outro.

Em casa, a dica é parecida. Aposte em brinquedos educativos, livros e dinâmicas que ajudem o pequeno a se adequar ao nosso mundão!

Importante: os educadores devem, também, ser abertos e esclarecedores com os demais alunos sobre o transtorno do espectro autista. Assim, a criança não se sentirá isolada e/ou desamparada.

E, por fim: o apoio deve ser a todos!

Descobrir que o seu filho, tão pequenino, é autista, não é fácil. Procurar por escolas e educadores treinados no assunto, então, nem se fala. Isso sem falar na procura por tratamentos de qualidade e equipes de confiança a um preço democrático. Só quem passa por isso sabe a angústia que todo o processo de tratamento para autismo pode trazer à família.

Sendo assim, o papel da escola nesse processo é: ficar do lado dos pais e dar assistência a eles. Capacitem-se sobre o autismo, passem boas referências e orientações, peçam pela ajuda de pedagogos e psicólogos para tornar essa transição da descoberta para o tratamento mais fácil e acolham a criança.

E o dos pais/responsáveis? Bem, é aquilo que já conversamos: cuidar uns dos outros e da criança é fundamental para que tudo siga bem. Além disso, procurar por especialistas que estejam alinhados à cultura da família e criar um vínculo especial com esta é uma ótima forma de se certificar de que TUDO que está ao alcance de TODOS está sendo feito pelo bem do pequeno!

No mais, é com vocês que a criança passa a maior parte do dia junto e se espelha/se inspira também. Os pais/educadores são o porto seguro do pequeno, assim como ele também é o deles. Então, acreditem: com muito amor e dedicação, seu filho/aluno estará em ótimas mãos e terá um futuro bastante promissor!