Como o seu bebê se comunica com você?

Como o seu bebê se comunica com você?

Os primeiros anos de vida do seu bebê serão marcados por uma série de mudanças a avanços, principalmente no quesito comunicação. Desde os primeiros sorrisos, grunhidos e balbucios, os pequenos adoram se comunicar e expressar o que estão sentindo, e amam quando você corresponde e estimula estes sinais.

Porém, saiba que a comunicação dos bebês começa muito antes dessa fase tão gostosa deles de descobrirem o poder da fala. Na verdade, ela se inicia logo após o nascimento, com o choro.

Para saber um pouco mais sobre a “linguagem” dos bebês e as formas com as quais eles se comunicam com o mundo, é só continuar lendo o nosso artigo.

Afinal: como os bebês se comunicam?

A primeira forma de comunicação dos recém-nascidos é o choro. Por meio dele, eles costumam indicar que algo está errado, como: fralda cheia, fome, cansaço, sono, mal estar, estresse, frio, desconforto etc.

Há quem diga que, após um tempo, é possível identificar a causa do choro. Normalmente, quando o bebê está com fome, por exemplo, o som que ele reproduz é mais curto, ritmado e simula o movimento de sucção do peito, formando um “né”. Já no caso do sono, o choro pode vir acompanhado de bocejos e sons mais “ovalados”, parecidos com um alto e sonoro “néau”, e assim por diante.

No mais, para além do choro, existem outras formas, ainda que sutis, pelas quais os bebês se comunicam. Para se ter ideia, eles sabem diferenciar a voz dos pais das demais à sua volta, assim como a voz humana dos outros sons. É por isso que, quando ele está inquieto no berço, basta que ele escute a sua voz para que tudo fique bem, mesmo que você não esteja em seu campo de visão.

Após algum tempo, ele começará a entender como funcionam as expressões faciais e reproduzi-las. E, cá para nós, não há nada melhor do que ver o seu pequeno sorrir logo após chamá-lo pelo nome e estender os braços em sua direção.

E como eles começam a falar?

Acredite: os pequenos absorvem uma grande quantidade de informações logo após o nascimento, principalmente quando o família é bastante comunicativa e expressiva. Além de prestarem atenção em nossas vozes, eles observam os movimentos que fazemos com a boca ao reproduzir as palavras.

A partir das 8 semanas, o seu filho já entenderá que possui voz e, bem… pode apostar que ele vai começar a usá-la! Tudo começa com uma série de barulhos e sons simples para chamar a sua atenção. Depois de um tempo, ele perceberá que a comunicação pode ser feita, também, por meio de gestos e expressões. É aí que ele vai começar a sorrir, acenar, apontar e pedir colo.

Quando você menos esperar, ele estará balbuciando algumas palavras para se referir às pessoas (mama, papa etc), atos (“tetê” – referindo-se às mamadas, “áua” – pedindo água, entre outros) e por aí vai.

Como encorajar a fala?

Você consegue perceber o quanto os bebês aprendem a se comunicar conosco nos imitando? Afinal, eles reproduzem nossos sons, gestos e palavras e, pasme, sabem muito bem o que cada um deles significa.

Sendo assim, a principal forma de estimular a fala nos pequenos é conversando bastante com eles, desde cedo. Além disso, é importante também:

  • usar muitas expressões faciais enquanto estiver perto dele;
  • apontar para as coisas e dizer a palavra que as representa;
  • ensinando o básico das interações, como dar “tchau” ou acenar a cabeça para o “sim”, e balançá-la para o “não”;
  • narrar as atividades do dia-a-dia para ele (“opa! Acho que temos uma fralda suja por aqui! Vamos trocá-la? Para isso, a mamãe primeiro vai te deitar por alguns segundos, pegar o lencinho para limpar o seu popô e deixar tudo pronto para a nova fralda!”);
  • interaja com o bebê, espere que ele responda de alguma forma (sons, grunhidos, sorrisos etc, e dê a sua “réplica”. Isso fará com que ele entenda que a comunicação é uma via de, pelo menos, duas mãos!)

E, por fim: como posso saber se há algo de errado com a comunicação do pequeno?

Procure pelo pediatra se você notar um ou mais dos sinais abaixo:

  • choros MUITO prolongados e mais estridentes;
  • pouco ou zero contato visual após algum estímulo (principalmente a voz dos pais);
  • não sorrir de volta;
  • não perceber alguns sons ao redor (como alguém entrando no quarto, por exemplo, ou uma buzina repentina, um assovio e assim por diante);
  • parecer que vive “em seu próprio mundinho”, alheio a tudo e todos.

No mais, lembre-se: cada bebê é único e, por isso, tem o seu próprio ritmo para desenvolver suas habilidades de comunicação. Porém, se você tiver alguma dúvida ou receio sobre as capacidades do seu filho de ver, ouvir ou falar, entre em contato com o pediatra, combinado?

Cuide-se e até a próxima!