10 coisas que você precisa saber sobre o autismo

10 coisas que você precisa saber sobre o autismo

Quando se trata do Transtorno do Espectro autista, o número de informações equivocadas sobre esse assunto é esmagador. Além disso, as diversas informações pouco confiáveis da internet, claro, tornam-se protagonistas de muitas pesquisas feitas por pais e familiares aflitos.

Pensando nisso, separamos 10 coisas básicas que você precisa saber sobre o autismo. Vamos lá?

1 – Autismo não é uma doença!

O autismo (ou Transtorno do Espectro Autista – TEA) é um transtorno caracterizado por uma ampla gama de sinais, sintomas e comorbidades que, em cada pessoa, manifestam-se de várias formas e intensidades diferentes. Essa característica, por sinal, é chamada de espectro.

Sendo assim, o tratamento do TEA não tem como objetivo “a cura”, já que ela não existe, mas sim integrar a pessoa na sociedade, capacitando-a para tal por meio de terapias e intervenções que desenvolvam/estimulem suas habilidades motoras, cognitivas e comunicacionais.

2 – Vacinas não causam autismo

Esse mito “nasceu” em 1998, por meio de um estudo publicado no The Lancet, uma revista científica de prestígio. Na época, Andrew Wakefield, autor da pesquisa, denunciou uma possível relação entre a vacina Triviral (contra Sarampo + Caxumba + Rubéola) e o Autismo.

Tal teoria, no entanto, foi rebatida pelo Conselho Geral de Medicina britânico. O argumento é que os métodos de pesquisa utilizados, além de inexatos, eram pouco éticos.

Além disso, inúmeros estudos realizados entre 1999 e hoje em dia comprovam o óbvio: o TEA é um transtorno de neurodesenvolvimento com bases genéticas e, portanto, não tem relação alguma com qualquer vacina existente.

3 – É possível amenizar os traços do autismo!

Por meio de intervenção precoce e tratamentos adequados, os traços do autismo podem ser tão amenizados a ponto de não causarem atrasos e prejuízos na vida da pessoa.

4 – Como o autismo “se parece”?

Entre as principais características do TEA, podem estar:

  • a dificuldade de comunicação e socialização;
  • os interesses estereotipados e restritos;
  • a hipersensibilidade a barulhos e texturas;
  • a dificuldade em manter o contato visual de flexibilização;
  • apraxia da fala.

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5 – Síndrome de Asperger e autismo são a mesma coisa?

Não! A Síndrome de Asperger e o TEA são, de fato, enquadrados em um mesmo diagnóstico. Essa mudança, inclusive, aconteceu em 2013 e foi publicada na 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais.

Porém, o que difere um do outro é a intensidade, a gravidade e a profundidade dos sintomas. No caso da Síndrome de Asperger, os sintomas são mais leves e, portanto, ela é comumente percebida e diagnosticada mais tarde. Afinal, a pessoa é mais independente e, na maioria das vezes, consegue se expressar bem.

6 – O símbolo do autismo é um quebra-cabeças!

O autismo, desde 1963, é representado por um quebra-cabeças. O significado por trás disso é o fato de que esse transtorno é extremamente complexo e singular.

É como já explicamos anteriormente: o espectro autista engloba uma série de sintomas e sinais que se manifestam de forma única em cada pessoa. Ele é, de fato, um quebra-cabeças que, quando tem todas as peças, forma um ser único!

7 – A cor que representa o autismo é o azul

O azul pode ser associado a um sentimento de calma e aceitação, mas também de isolamento, muito relacionado ao autismo em outras épocas. Além disso, dentro da cromoterapia, essa cor é bastante utilizada para promover mais calma às crianças que estão passando por uma sobrecarga sensorial.

Uma outra explicação é a maior incidência de casos desse transtorno em pessoas do sexo masculino, que representam 80% dos portadores de TEA.

8 – Diagnóstico precoce: sim, por favor!

Hoje em dia, é possível ter o diagnóstico de TEA antes mesmo dos 2 anos de idade. Esse processo, acredite, é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, pois aproveita a janela de aprendizado em que ela se encontra (que costuma “se fechar” aos 4 anos).

Por isso, quanto antes começar o tratamento, melhor!

9 – O autismo está cada vez mais perto da gente!

O número de casos diagnosticados de TEA está crescendo nos últimos anos. Para se ter ideia, 1 a cada 54 crianças nascem com autismo. Em 1980, era 1 caso para cada 10 mil crianças.

Por isso, aprender sobre o tema, ajudar na conscientização e na inclusão do autista é fundamental.

10 – Por fim, pessoas com autismo são diferentes, assim como eu e você

O autismo é um transtorno com um espectro muito amplo e com vários níveis. Alguns precisam de mais suporte e outros menos, mas todos merecem respeito.