AUTISMO

Diagnóstico

Os sinais do TEA podem ser detectados muito cedo, mesmo antes dos 18 meses de idade.

Aos dois anos, a maioria dos casos pode ser corretamente diagnosticada por um especialista.

Não perca tempo!

Começar cedo as intervenções faz toda a diferença!

DIAGNÓSTICO DOS TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA
destaque atenção

SINAIS DE ALERTA

sinais de autismo - 2 meses
  • A criança não responde aos sons.
  • Não observa os objetos em movimento.
  • Não sorri para as pessoas.
  • Não leva as mãos à boca.
  • De bruços, não sustenta a cabeça.
Sinais de autismo 4 meses
  • Não segue os objetos com os olhos.
  • Não sorri para as pessoas.
  • Não sustenta a cabeça.
  • Não emite sons.
  • Não leva os objetos à boca.
  • Não empurra as superfícies com os pés.
sinais de autismo 6 meses
  • Não tenta pegar as coisas que estão ao seu alcance.
  • Não demonstra afeição.
  • Não responde aos sons à sua volta.
  • Não leva os objetos à boca.
  • Não emite sons.
  • Não rola na cama.
  • Não ri, nem faz sons demonstrando estar feliz.
  • Parece estar sempre com o corpo rígido ou flácido.
sinais de autismo 9 meses
  • Não consegue ficar em pé com apoio.
  • Não se senta com ajuda.
  • Não emite sons de sílabas.
  • Não participa de brincadeiras.
  • Não responde ao próprio nome.
  • Não reconhece as pessoas familiares.
  • Não olha para onde você aponta.
  • Não passa objetos de uma mão para a outra.
sinais de autismo 12 meses
  • Não engatinha.
  • Não fica de pé com apoio.
  • Não procura os objetos que vê você esconder.
  • Não fala palavras simples como “mama” e “papa”.
  • Não aprende gestos simples.
  • Não aponta para as coisas.
  • Desaprende coisas que antes fazia.
sinais de autismo 18 meses
  • Não aponta para os objetos.
  • Não anda.
  • Não conhece objetos simples, nem sabe para o quê eles servem.
  • Não imita os outros.
  • Não aprende novas palavras.
  • Não tem um vocabulário de pelo menos 6 palavras.
  • Não parece notar quando seus cuidadores saem do local.
  • Desaprende coisas que antes fazia.
sinais de autismo 2 anos
  • Não usa frases com pelo menos duas palavras.
  • Não sabe o que fazer com coisas simples como colher, escova, garfo, telefone etc.
  • Não imita os outros.
  • Não segue instruções simples.
  • Não anda com firmeza.
  • Desaprende coisas que antes fazia.
sinais de autismo 3 anos
  • Cai muito e tem dificuldade para subir degraus.
  • Fala de forma embolada e ininteligível.
  • Não consegue entender brinquedos simples.
  • Não constrói frases.
  • Não entende instruções simples.
  • Não brinca de faz-de-conta.
  • Não se interessa em brincar com outras crianças.
  • Não faz contato visual.
  • Desaprende coisas que antes fazia.
sinais de autismo 4 anos
  • Não consegue dar pulos no lugar.
  • Não desenha.
  • Não brinca de faz-de-conta.
  • Ignora outras crianças e não interage com pessoas fora da família.
  • Apresenta resistência na hora de se vestir, dormir e ir ao banheiro.
  • Não conta histórias.
  • Não segue comandos com 3 tarefas.
  • Não entende o conceito de “igual” e “diferente”.
  • Não usa corretamente as palavras “eu” e “você”.
  • Não fala claramente.
  • Desaprende coisas que antes fazia.
sinais de autismo 5 anos
  • Não demonstra uma ampla variedade de emoções.
  • Tem comportamentos extremos (medo, agressividade, timidez, tristeza).
  • For muito retraída e pouco ativa.
  • Tem dificuldade de concentração e se distrai facilmente.
  • Não responde aos outros, ou faz isso apenas superficialmente.
  • Não consegue separar a realidade da fantasia.
  • Não tem atividades e brincadeiras variadas.
  • Não sabe falar o primeiro e último nomes.
  • Não usa plural e verbos no passado corretamente.
  • Não fala sobre as atividades do dia ou experiências.
  • Não desenha.
  • Não escova os dentes sozinha, nem lava as mãos ou coloca/tira suas roupas.
  • Desaprende coisas que antes fazia.

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cada etapa do desenvolvimento do seu filho.

Testes diagnósticos

O autismo pode ser detectado muito cedo, antes dos 18 meses de idade. Aos dois anos, a maioria dos casos pode ser corretamente diagnosticada por um especialista.

Quando uma criança é encaminhada para avaliação com o neuropediatra, testes específicos serão utilizados para avaliar o desenvolvimento cognitivo, linguagem e habilidades.

O M-CHAT é um questionário, aplicado pelo pediatra, composto por 23 perguntas a serem respondidas pelos pais ou cuidadores. Ele é utilizado entre os 16 e 30 meses de idade. O cálculo dos pontos obtidos no teste define o risco da criança apresentar TEA em baixo, moderado e alto.

O M-CHAT R/F é a versão atualizada do teste e conta com uma entrevista de seguimento a ser aplicada naqueles que obtiveram os resultados de risco baixo e moderado.

Crianças classificadas como alto risco não precisam realizar a entrevista de seguimento. Elas devem ser imediatamente encaminhadas ao especialista para confirmação do diagnóstico.

É importante destacar que o M-CHAT é um teste de triagem, portanto com alto índice de falso-positivo. 90% das crianças classificadas como “de risco” por esse método não têm o diagnóstico de TEA confirmado em testes subsequentes.

Instrumento para observação da criança em atividades não estruturadas do dia a dia, composto por 15 itens. O comportamento é classificado de normal até gravemente anormal e a pontuação de cada item contribui para o resultado final.

Utilizado a partir de 12 meses até a idade adulta, esse protocolo consiste em uma série de tarefas que avaliam a comunicação, linguagem, interação social, humor, comportamentos restritivos e anormais.

O roteiro do exame fornece uma série de situações padronizadas e apropriadas para cada idade, para que o comportamento da criança seja observado e classificado.

Entrevista com 93 questões a serem respondidas pelos pais e/ou cuidadores. Pode ser utilizada a partir dos 18 meses e avalia linguagem, comunicação, interação social, comportamento, interesses restritos, repetitivos e estereotipados.

A análise quantitativa do resultado determina ou não o diagnóstico de autismo.

As escalas ADOS e ADIR são consideradas padrão ouro para o diagnóstico de autismo.

Ferramenta utilizada no Modelo Denver de intervenção precoce, a cada 12 semanas, para avaliar as habilidades da criança nos principais domínios do desenvolvimento: comunicação, competências sociais e adaptativas, cognição e jogo, imitação e desenvolvimento da motricidade fina e grossa.

As observações são feitas pelos pais, professores e também pelo examinador, e os resultados registrados. Dessa forma, as habilidades adquiridas são acompanhadas durante a intervenção.

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-V

O diagnóstico definitivo de TEA é estabelecido pelo neuropediatra segundo os critérios do DSM-V (Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais – Quinta edição). As ferramentas fornecem muitas pistas. Porém, elas não são definitivas isoladamente. É imprescindível que os resultados sejam avaliados por especialistas experientes para um diagnóstico seguro.

AVALIAÇÕES ESPECIALIZADAS

No paciente com TEA, o objetivo das avaliações especializadas vai além do diagnóstico. Os testes identificam, também, as áreas comprometidas que necessitam de intervenção imediata e avaliam o potencial da criança e da família.

A equipe de profissionais precisa ter: pediatra, neurologista pediátrico, fonoaudiólogo, psicólogo e terapeuta ocupacional. Além disso, outras especialidades são acionadas, quando necessário, como otorrinolaringologia, oftalmologia, psiquiatria e genética.

A consulta inicial com o neuropediatra faz a avaliação completa da criança, por meio da anamnese, exame físico clínico e neurológico. Os testes de screening iniciais são avaliados e complementados quando necessário.

Condições associadas, quando presentes, também são detectadas pelo neurologista pediátrico: deficiência intelectual, dificuldades de aprendizagem, TDAH, transtorno de ansiedade, epilepsia, entre outros.

A investigação etiológica tem o objetivo de determinar se a criança apresenta alguma doença, síndrome genética ou metabólica. Se necessário, a criança será encaminhada ao geneticista.

O neuropediatra, junto a equipe multidisciplinar, avalia os resultados dos testes diagnósticos e elabora um plano de intervenção individualizado para a criança.

O profissional de fonoaudiologia avalia principalmente a capacidade de comunicação da criança com TEA. São frequentes os atrasos na fala, alterações na pronúncia e combinação das palavras, fala monótona, inversão dos pronomes (usar “ele” em vez de “eu”), fala monótona e ecolalia (repetir a fala dos outros).

Esse estudo é feito em cada um dos aspectos relacionados à linguagem:

  • interação social (com a terapeuta e com outras crianças);
  • comportamento (percepção do outro e relações sociais);
  • comunicação verbal e não verbal (linguagem expressiva, compreensiva e aspectos cognitivos);
  • aspectos motores (relacionados à fala e gerais).

Além disso, o fonoaudiólogo participa da avaliação alimentar, detectando dificuldades ou transtornos frequentemente associados ao TEA.

Os testes são aplicados em atividades lúdicas e repetidos periodicamente para determinar a evolução.

Em crianças mais velhas, são aplicados testes que avaliam o vocabulário, leitura, escrita, compreensão oral e gráfica.

O terapeuta ocupacional (TO) é responsável pela avaliação do desenvolvimento motor (fino e grosso) e da coordenação da criança, especialmente na realização de atividades da vida diária como alimentação, vestuário e higiene.

Além disso, avalia o processamento sensorial, tentando identificar se há defensividade tátil ou auditiva, inquietação motora, insegurança gravitacional, intolerância ao movimento ou pobre consciência corporal, que podem estar causando comportamentos inadequados no dia a dia.

A orientação para a família, responsáveis e equipe escolar também é feita pelo TO, que analisa o espaço físico e as rotinas da criança, colhendo informações sobre as barreiras existentes e possíveis facilitadores para o desempenho da criança.

Na avaliação dos pacientes com suspeita ou diagnóstico de TEA, a psicóloga é responsável por:

  • avaliar o desenvolvimento da criança;
  • avaliar a cognição por meio de testes psicológicos e neuropsicológicos;
  • apoiar e orientar a família.

A avaliação psicológica da criança e da família identifica os aspectos emocionais, sociais e comportamentais a serem abordados durante a intervenção.

Finalmente, a psicóloga apoia a família quando o diagnóstico de TEA é estabelecido e ajuda nas orientações que tornam pais e cuidadores parte integrante e essencial do tratamento.

Atrasos no desenvolvimento da fala e não responder ao próprio nome são sintomas comuns do TEA e da surdez. Se o neuropediatra, durante a avaliação da criança, suspeitar de problemas auditivos, uma consulta com o otorrinolaringologista e exames audiológicos serão solicitados.

A presença de erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo está presente em 10 a 20% das crianças e é ainda mais frequente nos pacientes com TEA. Sem correção, o problema pode contribuir para maiores dificuldades sociais e escolares.

Todas as crianças devem fazer consultas com o oftalmologista pediátrico nas idades indicadas.

NÃO ESPERE!

A intervenção precoce é muito importante.